terça-feira, 12 de outubro de 2010

- o meu tanque de guerra;

demorei anos pra construir esta tanque de guerra pra mim. e sempre cuidei para que as pessoas näo me atingissem. sempre pude controlar tudo, desde os meus sentimentos, até os sentimentos alheios. algumas vezes até pensei ter perdido o controle, mas foi questão de minutos para eu retomar o volante.
eu pensava minha vida como um carro: sempre em movimento, eu sou a motorista, e as pessoas que entravam na minha vida não tinham autorização para sentar no banco da frente. não permitia que fossem co-pilotos. no máximo pegavam carona... atrás. algumas vezes eu até fiquei meio dispersa ao volante, algumas vezes já quiseram dirigir, mas isso nunca foi permitido.
mas aí, quando tudo estava sob MEU controle, você chegou. você nem precisou pedir carona porque eu simplesmente deixei você entrar... e no banco da frente. e pior: somos piloto e co-piloto ao mesmo tempo, ás vezes trocamos de lugar e você dirige. estamos sempre de acordo sobre o caminho a seguir, a velocidade na qual dirigir e até o momento de trocar a direção.
engraçado, seja com você ao meu lado, seja com você ao volante, eu não sinto medo. eu me sinto é segura, me sinto confortável.
e naturalmente sinto que este carro que estamos dirigindo não é mais só meu, nem só seu: é um que nós achamos juntos, compramos juntos.

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