terça-feira, 11 de outubro de 2011

- falsas memórias (de você);

e a gente conversa contando nossas besteiras. mas as vezes penso que existe uma diferença entre o que dizemos e o que realmente pensamos.
você me diz: "eu acho que você não deveria ter ido morar fora, talvez aqui você estivesse melhor. digo, com sua profissão".
e eu entendo: "eu não queria que você tivesse ido, preferiria que você tivesse ficado aqui. comigo".
e nesses desencontros de palavras a gente se dá bem. talvez não seja o momento certo de dizer realmente aquilos que pensamos. talvez este momento tenha passado. talvez não.
e então, fico te olhando, deitado nas folhas secas de outono e escuto sua voz me dizendo(em pensamento):
é claro que ainda te rever mexe comigo. é claro que não é mais a mesma coisa e você pode não acreditar mas eu nunca esqueci de você. é claro que neste momento estou procurando uma paz que eu não talvez não tenha, sabe, aquilo que você dizia estar certa de ter encontrado comigo.
talvez quem sabe como teria sido minha vida com você. eu me pergunto isso com freqüência. me pergunto ainda agora, sabe...
e de repente, me vem em mente quando você era a mulher da minha vida com aquele brilho que você tinha olhos. e como posso ver, este brilho ainda não apagou.
eu gostaria de te reviver mesmo que fosse por um minuto. gostaria de reviver aquela primeira vez, eu e você.
mas é claro, você ainda é linda. e enquanto fala comigo, passa os dedos entre os cabelos compridos que você ainda tem como se quisesse acariciar um segredo que não me confessaria nunca.
talvez quem sabe tudo tivesse sido diferente pra você. e quem pode saber isso? para todo o resto é muito tarde.
então me dou conta que é tudo um sonho e no fundo Eros Ramazzotti está cantando.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

- lo sappiamo;



Si sa quando si trova la persona giusta. Ci sono persone che dicono ah-pensavo-quella-fosse-la-persona-giusta-ma-ho-sbagliatoBugia. Dentro il nostro cuore lo sappiamo. Lo abbiamo sempre saputo. Quello che ci manca e quello che ci completa. Quello che abbiamo e quello che ci interessa. Quello che protegge e quello che fa paura. Lo sappiamo. Ci piace fare finta di non sapperlo, ma lo sappiamo.
(Clarissa Corrêa)

- aham, a gente sabe;




A gente sabe quando encontra a pessoa certa. Tem gente que diz ah-eu-pensava-que-tal-pessoa-era-a-certa-e-depois-vi-que-não-era. Mentira. No fundo a gente sabe. A gente sempre sabe. O que falta e o que completa. O que abriga e o que desperta. O que protege e o que afugenta. A gente sabe, a gente adora fingir, mas a gente sabe. Porque a gente sente. Lá no fundo, lá dentro, lá na alma, lá.
(Clarissa Corrêa)

- costumes;


Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes. Eu pensei que já nem me lembrasse de coisas passadas. Eu pensei que pudesse enganar a mim mesmo dizendo que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas.


Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras, dessas coisas simples que dizemos antes de dormir.De manhã o bom dia na cama, a conversa informal, o beijo depois o café, o cigarro e o jornal.


Os costumes me falam de coisas de fatos antigos. Não me esqueço das tardes alegres com nossos amigos. Um final de programa, fim de madrugada. O aconchego na cama, a luz apagada. Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer.

E então eu me vejo sozinha como estou agora. E respiro toda a liberdade que alguém pode ter. De repente ser livre até me assusta. Me aceitar sem você certas vezes me custa.

Como posso esquecer dos costumes se nem mesmo esqueci de você?
(Costumes - Paula Fernandes)


P.s.: não seja pretensioso.  :)




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

- ...porque o tempo muda as pessoas.;


sou um peso pra mim mesma, não sou renovável. me tornei grande sem que eu me desse conta.


e agora estou aqui olhando, me olhando crescer com a minha celulite e as minhas novas conscientizações.
quanto tempo passou sem que eu me desse conta.


quantos dias foram, foram quase eternos.
quanta vida que eu vivi inconscientemente.
quanta vida que eu joguei fora. joguei fora em troca de nada.


então vou te dizer como eu ainda rodo pelas estradas, vou fazer comprar e não paro nunca para procurar alguma coisa, alguma coisa a mais que depois no fim você ainda tem que repagar.


sou outra de mim mesma, não sou renovável.
me tornei esta sem que eu me desse conta.


e agora estou aqui olhando, me olhando crescer com minha celulite e as minhas novas conscientizações.


então vou te dizer como eu ainda rodo pelas estradas, vou fazer comprar e não paro nunca para procurar alguma coisa, alguma coisa que não existe mais.
...porque o tempo muda as pessoas.
(vuoto a perdere - noemi)