segunda-feira, 25 de abril de 2011

- pelo intelecto a coisa não vai;


Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. [...] Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição outra vez: nada me descansa mais que um amor insensato – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!


Fernanda Mello


Por: Na tua estante: Pelo intelecto a coisa não vai.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

- o homem que não queria amar;



















Então de repente, em nenhum motivo, Tancredi se virou. Como se tivesse ouvido qualquer barulho. Mas não era nada. Ou talvez, tudo. Do escuro de um dos corredores, a poucos passos dele, da penumbra mais espessa, ela deu um passo a frente. De repente seu rosto foi iluminado pelas chamas da vela da igreja. Tancredi estava de boca aberta. Aquele rosto delicado, aqueles olhos azuis esverdeados, aquelas doces sardas na sua pele, aquele cabelo castanho com delicados reflexos dourado, aquela mulher, aquela beleza, seus lábios, aqueles dentes brancos... Perfeitos. Tancredi piscou rapidamente como se não pudesse acreditar naquilo que via, como se ela fosse uma aparição. Mas acima de tudo ele ficou surpreso: seu coração batia rapidamente. Aquela mulher estava alí, a poucos metros dele, no escuro da igreja. [...] Tancredi procurou descobrir de onde ela vinha, quem era ela. Olhou as suas mãos, tinham cicatrizes, machucadas pelo frio ou quem sabe por qualquer outra coisa, mas ainda assim se movimentavam leves no ar. Pequenos e quase imperceptíveis movimentos de cada dedo marcava o tempo, dançavam no nada, tocando perfeitamente cada simples nota. Era sem dúvida uma pianista. [...]
Tancredi continou olhando pra ela. E se seus olhares se cruzassem? O que ele faria? Um sorriso? Um olhar sedutor que transmitisse o seu desejo?

- Fragmentos do livro: O homem que não queria amar de Federico Moccia.


é, este livro pode ter muito a me dizer. caso eu esteja engana, me trouxe ao menos alguns suspiros.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

- preciso de você só pra me guiar.


Sempre quando chega a noite estrelas vem iluminar e me fazem sonhar, imaginar você aqui. Preciso de você só pra me guiar.

Minha estrela não se esconda, pois sei que eu vou te encontrar.
Vamos viajar e acender de vez a nossa paixão, virar constelação, num só coração.

Estrela por favor escute o que eu vou falar, quero te amar, mesmo que o sol aparecer. Eu não vou mudar mais de opinião. Não me deixe aqui no chão.

*Estrela - Hugo Pena e Gabriel.

domingo, 3 de abril de 2011

- eu respiro palavras;



Eu não preciso que você seja romântico. Eu não preciso que você seja meloso. Eu não quero que você me entenda. Eu não preciso que você diga que me ama todos os dias. Eu não quero que você me elogie sempre. Eu não exijo que você se lembre de todas as nossas datas. Eu não quero que você seja perfeito.

Eu só quero que você acredite no amor. Eu exijo que o meu amor seja importantíssimo pra você. Superlativo elevado ao cubo. Eu tenho necessidade de beijos adolescentes. Eu morrerei no dia em que seus olhos não brilharem mais. Eu respiro palavras, então por favor, não me asfixie. Você pode falar com os olhos. Das suas mãos saem letras, dos seus sorrisos, as palavras brotam. [...]

Por: Na tua estante: A(s)ma.