quinta-feira, 28 de novembro de 2013

- saber perceber;


limites.
quase todo mundo sabe o seu,
mas quase ninguém sabe perceber o do outro.

peço paciência.

sem mais.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

- carências;


preferimos chamá-las certezas, mas na realidade são somente carências.
é simplesmente de carências que precisamos.
e não são verdades absolutas aquelas que procuramos.
só desejamos alguém que acredite nas mesmas coisas que nós acreditamos.

domingo, 17 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

- pequeno tratado de vida interior;

quando eu começo a ler um livro, uma coisa que me diz muito de como sera a leitura é aquela simples e humilde epígrafe.

"a felicidade é continuar desejando aquilo que possuímos" - santo agostinho

e isso foi o suficiente para me ganhar.








existir é um fato, viver é uma arte.não escolhemos viver, mas devemos aprender a viver como aprendemos a tocar piano, cozinhar, esculpir na madeira ou na pedra. é o papel da educação. mas ela se preocupa cada vez menos em transmitir um saber-ser, em proveito de um saber-fazer. preocupa-se mais em nos ajudar a enfrentar os desafios externos da existência do que os internos: como estar em paz consigo mesmo e com os outros? como reagir ao sofrimento? como conhecer a nós mesmos e resolver nossas próprias contradições? como conquistar uma autentica liberdade interna? como amar? finalmente, como alcançar uma felicidade verdadeira e duradoura,que tenha mais a ver com a qualidade da relação consigo mesmo e com os outros do que com o sucesso social e a aquisição de bens materiais?
(trecho do livro pequeno tratado de vida interior) 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

- pra te dizer adeus;

do dia. 
sem porquê.
nem pra quê. 


talvez um dia teremos um lugar mesmo que escondido 
e distante das tantas observações,
no qual descansam os amores já em desuso,  
aqueles não históricos de que ninguém irá falar. 

e revele o teu sorriso em uma estrela, se você quiser... 
só por esta noite estaria bem assim.

e não servirá em nada a alegria, 
muito menos a criatividade.
me contentarei do tempo passado.

assoprará o vento uma lágrima que voltará pra você pra te dizer adeus.
adeus, minha pequena lembrança na qual escondi anos de alegria
adeus. 
e me veja enfrentar esta vida como se você estivesse ainda aqui

talvez um dia o universo escute o meu pedido e me nos aproxime.
entre o além e o meu ninho de cidade existe muita diferença, 
mesmo que eu tente não vê-las.

e o mundo gira e eu chamarei seu nome por milênios 
e você vai aparecer quando eu já não quiser mais.
mas não agora aqui, sobre esta cama,
em que tragicamente me dou conta que o teu odor está sumindo lento.

assoprará o vento uma lágrima que voltará pra você pra te dizer adeus.
adeus, minha pequena lembrança na qual escondi anos de alegria
adeus e me veja com orgulho que sustenta as guerras mesmo que não possa. 

e sem paz dentro do peito 
sei que não posso fazer tudo, mas se você voltasse eu faria tudo de novo e pronto.
e olho fixo para aquela porta porque 
se você entrasse uma outra vez quereria dizer que eu estou morto

adeus. e eu voltarei pra você.
para te dizer adeus, meu pequeno milagre vindo do céu
para me amar.

adeus. 
e caem as recordações e cai todo o universo
e você está ali.

a vida como você se lembra
um dia foi embora com você.