terça-feira, 10 de março de 2009

- breaking dawn;

(...)
Edward e eu caminhamos vagarosamente para o nosso quarto. Balançando nossos braços balançando entre nós.
- Uma noite para celebrar. - Ele murmurou e colocou sua mão embaixo do meu queixo para erguer meus lábios aos dele.
- Espere. - Eu hesitei e me afastei.
Ele me olhou confuso. Como uma regra geral, eu nunca me afastava. Certo, essa não era uma regra geral, era a primeira.
- Eu quero tentar uma coisa. - Eu o informei, sorrindo levemente de sua expressão confusa. Eu coloquei minhas mãos em ambos os lados de sua cabeça e fechei meus olhos em concentração. (...) Eu entendi a parte que lutava contra a separação de mim mesma, o instinto automático de me proteger acima de tudo. Ainda não chegava nem perto de fácil quanto proteger outras pessoas junto comigo. Eu senti o retrocesso ‘elástico’ de novo quando meu escudo lutou para me proteger. Eu tive que me esforçar para empurrá-lo para longe de mim; isso tirou toda minha concentração.
- Bella!! - Edward sussurrou chocado.
Então eu soube que realmente estava funcionando, então eu me concentrei ainda mais, escavando as memórias especificas que eu guardei para este momento, deixando-as invadirem minha mente, e esperando que elas invadissem a mente dele também. Algumas das memórias não estavam claras - memórias turvas de humana, vendo através de olhos fracos, e ouvindo através de ouvidos fracos: a primeira vez que eu vi seu rosto… o modo como eu me senti quando ele me abraçou na clareira… o som da voz dele em meio à escuridão da minha vacilante consciência quando ele me salvou de James… seu rosto enquanto ele esperava sob um teto de flores para se casar comigo… cada momento precioso na ilha… suas mãos frias tocando nossos bebê pela minha pele. E as memórias mais claras, perfeitamente recordadas: seu rosto quando eu acordava para minha nova vida, para o amanhecer sem fim da imortalidade… aquele primeiro beijo… aquela primeira noite…
Seus lábios, de repente, se colaram contra os meus, quebrando minha concentração.
Arfando eu soltei o peso que eu me esforçava para segurar longe de mim. Ele estalou de volta como elástico esticado, protegendo minha mente novamente.
- Ops, perdi! - Eu suspirei.
- Eu ouvi você! - Ele respirou - Como? Como você fez isso?
- Foi idéia de Zafrina. Nós praticamos desse jeito algumas vezes.
Ele estava deslumbrado. Ele piscou duas vezes e chacoalhou a cabeça.
- Agora você sabe - Eu disse suavemente e encolhi os ombros. - Ninguém nunca te amou tanto quanto eu te amo.
(...)
- Você pode fazer isso de novo? - Ele perguntou.
Eu fiz uma careta. - É muito difícil.
Ele esperou, sua expressão ansiosa.
- Eu não consigo continuar se for mesmo que um pouquinho distraída. - Eu o avisei.
- Eu serei bonzinho. - Ele prometeu.
Eu franzi meus lábios, meus olhos se estreitando. Então eu sorri.
Eu pressionei minhas mãos em seu rosto de novo, levantei o peso do escudo para fora da minha cabeça, e recomecei de onde eu tinha parado - com a memória clara como cristal da primeira noite de minha nova vida… demorando mais nos detalhes.
Eu ri sem fôlego quando seu beijo urgente interrompeu meus esforços novamente.
- Droga! - Ele rosnou, me beijando faminto descendo pela minha mandíbula.
- Eternamente, eternamente e eternamente! - Ele murmurou.
- Isso soa perfeitamente certo para mim.
E então nós continuamos felizes nesse pequeno, mas perfeito pedaço do nosso para sempre.
(Amanhecer - Stephenie Meyer)



- é... eu realmente sou a Alice no País das Maravilhas.

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