terça-feira, 15 de outubro de 2013

- pedaços;

acredito que cada um tenha alguns pedaços de si espalhados pelo mundo.
mas simplesmente não sabe.

explico o porquê, às vezes, quando nos encontramos em um lugar onde nunca estivemos antes,  nos sentimos tão bem que chegamos até ter a sensação de pertencer àquele lugar. como se, no fundo, estivemos sempre lá. é assim, simplesmente: aquele é um dos nossos lugares, uma das partes de nós que estávamos procurando.

por isso devemos viajar. para recuperar mais pedaços possíveis, para nos reconstruirmos. conhecer outros lugares, outras tradições, outros céus, outras alvoradas, outros crepúsculos, outras cidades, outras vidas. conhecê-los. para nos reconhecer. 

quero fazer uma viagem. uma VIAGEM, não umas férias. as férias são feitas para nos bronzearmos; e para descansarmos, uma vez ao ano, do cansaço de sobreviver aos dias sempre iguais.

quem viaja, pelo contrário, não precisa de férias porque respira dias sempre novos. quem viaja se enriquece a cada dia daquilo que vê, que conhece, que sente. quem viaja se interessa por tudo. e se cansa, sim: mas de entusiasmo. para quem viaja não é fundamental o destino: o verdadeiro viajante se apaixona pelo percurso. e então VIAJAR é um modo de viver. talvez o melhor.

eu gostaria de fazer uma viagem. por um longo ano. ou talvez, por toda a vida. mas me bastariam viagens de vinte e quatro horas. todos os dias.

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