quarta-feira, 2 de outubro de 2013

- pontuação em poesia;


as reticências me assustam, nunca se sabe o que escondem...
os dois pontos, pelo contrário, servem para explicar ou definir: mas não se pode sempre explicar tudo e, se sabe, definir é limitar. 
e depois tem o ponto, o simples ponto, que na minha opinião de simples não tem nada. é sempre difícil colocar um ponto, decididamente definitivo e sentencioso, sem dizer que é preciso começar do zero ou até mesmo virar páginas e, para pessoas como eu, é dificilíssimo começar de novo, praticamente impossível porque alguma coisa sempre fica e nem mesmo uma nova página será completamente branca. 
os pontos exclamativos são mesmo prepotentes, são como um grito na cara, um fogo de artificio que explode e faz muito barulho. e depois.... depois deixam um silencio embaraçante.
os pontos interrogativos? nem me fale, são perigosíssimos. já está na forma o problema deles. eles possuem aquele laço, aquele lacinho de gancho que poderia te pegar pelo pescoço e te estrangular. 
sobre o ponto e virgula não tenho muito à dizer, não fede e nem cheira, na verdade acho que ninguém o entendeu ainda; porque se pode usar sempre ou não usa-lo nunca. 
e por fim, estão as virgulas, amo imensamente as virgulas. depois de uma virgula pode mudar tudo ou nada, cada virgula é um respiro, um silencio breve entre uma palavra e outra, uma pequena pausa: um olhar, um sorriso, uma compreensão  um suspiro. 
as virgulas são a parte mais interessante de um discurso, têm a forma de um berço, e de fato são calmas e reconfortantes, marcam os tons e fazem sempre a diferença. sempre. 
onde tem uma virgula não existe fim, existe somente vontade de continuar. 


Um comentário:

Anônimo disse...

otimo