sexta-feira, 22 de abril de 2011

- o homem que não queria amar;



















Então de repente, em nenhum motivo, Tancredi se virou. Como se tivesse ouvido qualquer barulho. Mas não era nada. Ou talvez, tudo. Do escuro de um dos corredores, a poucos passos dele, da penumbra mais espessa, ela deu um passo a frente. De repente seu rosto foi iluminado pelas chamas da vela da igreja. Tancredi estava de boca aberta. Aquele rosto delicado, aqueles olhos azuis esverdeados, aquelas doces sardas na sua pele, aquele cabelo castanho com delicados reflexos dourado, aquela mulher, aquela beleza, seus lábios, aqueles dentes brancos... Perfeitos. Tancredi piscou rapidamente como se não pudesse acreditar naquilo que via, como se ela fosse uma aparição. Mas acima de tudo ele ficou surpreso: seu coração batia rapidamente. Aquela mulher estava alí, a poucos metros dele, no escuro da igreja. [...] Tancredi procurou descobrir de onde ela vinha, quem era ela. Olhou as suas mãos, tinham cicatrizes, machucadas pelo frio ou quem sabe por qualquer outra coisa, mas ainda assim se movimentavam leves no ar. Pequenos e quase imperceptíveis movimentos de cada dedo marcava o tempo, dançavam no nada, tocando perfeitamente cada simples nota. Era sem dúvida uma pianista. [...]
Tancredi continou olhando pra ela. E se seus olhares se cruzassem? O que ele faria? Um sorriso? Um olhar sedutor que transmitisse o seu desejo?

- Fragmentos do livro: O homem que não queria amar de Federico Moccia.


é, este livro pode ter muito a me dizer. caso eu esteja engana, me trouxe ao menos alguns suspiros.

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