terça-feira, 5 de novembro de 2013

- pra te dizer adeus;

do dia. 
sem porquê.
nem pra quê. 


talvez um dia teremos um lugar mesmo que escondido 
e distante das tantas observações,
no qual descansam os amores já em desuso,  
aqueles não históricos de que ninguém irá falar. 

e revele o teu sorriso em uma estrela, se você quiser... 
só por esta noite estaria bem assim.

e não servirá em nada a alegria, 
muito menos a criatividade.
me contentarei do tempo passado.

assoprará o vento uma lágrima que voltará pra você pra te dizer adeus.
adeus, minha pequena lembrança na qual escondi anos de alegria
adeus. 
e me veja enfrentar esta vida como se você estivesse ainda aqui

talvez um dia o universo escute o meu pedido e me nos aproxime.
entre o além e o meu ninho de cidade existe muita diferença, 
mesmo que eu tente não vê-las.

e o mundo gira e eu chamarei seu nome por milênios 
e você vai aparecer quando eu já não quiser mais.
mas não agora aqui, sobre esta cama,
em que tragicamente me dou conta que o teu odor está sumindo lento.

assoprará o vento uma lágrima que voltará pra você pra te dizer adeus.
adeus, minha pequena lembrança na qual escondi anos de alegria
adeus e me veja com orgulho que sustenta as guerras mesmo que não possa. 

e sem paz dentro do peito 
sei que não posso fazer tudo, mas se você voltasse eu faria tudo de novo e pronto.
e olho fixo para aquela porta porque 
se você entrasse uma outra vez quereria dizer que eu estou morto

adeus. e eu voltarei pra você.
para te dizer adeus, meu pequeno milagre vindo do céu
para me amar.

adeus. 
e caem as recordações e cai todo o universo
e você está ali.

a vida como você se lembra
um dia foi embora com você. 

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